Corporate Venture Capital: como o BTG Pactual começou a investir em startups

Entenda a importância do Corporate Venture Capital para uma das maiores instituições financeiras do Brasil

Por Thais Viana, Analista de CVC na ACE Cortex

O Corporate Venture Capital é um dos principais modelos para destravar a inovação em grandes companhias. Essa estratégia é uma das várias que as grandes companhias podem utilizar para implementar a chamada Inovação Aberta, que tem como objetivo final promover o desenvolvimento de soluções e o amadurecimento de estruturas e pessoas para a criação de novos negócios a partir da conexão com agentes externos, como startups, incubadoras, universidades e fornecedores.

A Inovação Aberta, como descrito no report “Inovação Aberta: Acertos e Erros de Sete dos Principais Hubs de Inovação do Brasil, é apenas uma das filosofias de trabalho disponíveis para as grandes corporações que desejam iniciar um caminho de desenvolvimento do modelo de negócio para um novo futuro. Há também a possibilidade de alcançar o mesmo objetivo a partir da Inovação Fechada, focada em programas e departamentos internos, ou da Inovação Mista, que mescla as outras duas modalidades.

Os três modelos de Inovação que podem ser implementados nas corporações

O BTG Pactual é um dos principais exemplos de Inovação Aberta que a ACE Cortex, consultoria de inovação corporativa da ACE, possui em seu portfólio. Em entrevista para a websérie “Open Innovation: Hubs e Labs de Inovação”, Frederico Pompeu, Associate Partner do BTG Pactual, contou sobre a estratégia, gestão e cultura por trás do case de sucesso de relacionamento do BTG Pactual com startups: o BoostLAB, Hub de Negócios para Empresas de Tecnologia da instituição financeira em parceria com a ACE Cortex.

O case BTG Pactual e ACE Cortex

O BoostLAB, junto com o BTG Digital, BTG+, BTG Business, Banco Pan e Too Seguros são negócios e projetos da Digital Retail Unit (DRU). A DRU é uma iniciativa corporativa que possui o objetivo de manter a estrutura do negócio principal operando, ao mesmo tempo em que se procura captar valor em novos mercados, uma característica crucial das chamadas “Organizações Ambidestras”.

Frederico Pompeu é Head do BoostLab, o programa de relacionamento com startups do BTG Pactual

Com essa mentalidade ambidestra, é possível concentrar os serviços e produtos digitais do banco com autonomia para criar novos produtos – principalmente no que tange o uso de tecnologias disruptivas -, formar parcerias, investir ou adquirir startups e garantir a velocidade necessária para os projetos, estabelecendo uma forte cultura de experimentação.

Os resultados apresentados

Dentro do BoostLAB, há 3 frentes principais de trabalho: Programa de Potencialização, Comunidade e Produtos. Dado essa pluralização, o BoostLAB foi pelo terceiro ano consecutivo apontado como um dos melhores centros de inovação financeira do mundo ao conquistar a edição 2021 do prêmio “World’s Best Financial Innovation Lab”, da revista americana Global Finance.

Na frente do Programa de Potencialização, o BoostLAB busca scales-ups – startups de nível avançado – de toda a América Latina por meio de chamadas abertas duas vezes por ano desde 2018. O programa já recebeu mais de 2.000 inscrições e potencializa as startups selecionadas por meio de networking, mentorias com executivos do grupo e rede de mentores da ACE e negócios com todo o Grupo BTG e outros players do mercado.  

O Programa de Potencialização do BoostLAB já recebeu mais de 2.000 inscrições

A comunidade é formada por mais de 60 scales-ups que passaram pelo Programa de Potencialização. Dessas, sete receberam investimentos do BTG Pactual: A de Agro, Finpass, Pier Seguros, Spinet Bank (Liber Capital), Celcoin, iClubs e Digesto. Além disso, contamos com vários cases como:

Mais de 70% das startups potencializadas realizam negócio com o Grupo BTG, entre as quais a Celcoin, da qual o BTG utiliza as APIs para pagamentos de contas; e a iClubs, startup que o banco contratou para o sistema de fidelização de clientes do BTG+.

Na frente de Produto, o BoostLab oferece produtos e serviços financeiros a todo o ecossistema de startups, mesmo que a solução delas não possuam sinergia com a estratégia de negócios do Programa de Potencialização, sendo um atalho para que empreendedores expandam os seus negócios se aproximando do mercado financeiro e do acesso ao capital. Há diversas linhas de crédito, como: Venture Debt; financiamentos entre 200.000 e 4 milhões de reais; e fintech funding.

Quer mais conteúdo? Nós temos!

Se você ficou curioso para saber mais sobre o desafio de implementar uma estratégia de Inovação Aberta focada em hubs e laboratórios de inovação, fique tranquilo porque a ACE Cortex tem mais conteúdo para você.

Na websérie “Open Innovation: Hubs e Labs de Inovação”, a ACE Cortex reuniu sete executivos de alguns dos principais hubs de inovação do Brasil para comentar sobre boas práticas no desenvolvimento e execução de estratégias de Inovação Aberta. As conversas foram gravadas e estão disponíveis no YouTube da ACE.

Essas entrevistas também foram compiladas em um report exclusivo e gratuito sobre  Inovação Aberta e o desenvolvimento de hubs e laboratórios de inovação. Se você quer saber como construir a sua estratégia de inovação corporativa, leia o report “Inovação Aberta: Acertos e Erros de Sete dos Principais Hubs de Inovação do Brasil”, desenvolvido pela ACE Cortex. Clique aqui para acessar a página de download do material

Ouça a série de podcast “Fator Inovação”:

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

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