Explicando o movimento de M&A de Startups

O mercado de Fusões e Aquisições no Brasil vem se tornando cada vez mais ativo. Em 2020 foram mais de 1100 operações registradas, sendo que mais de 150 envolveram startups. A aquisição de uma startup específica pode atacar diretamente qualquer um dos 3 horizontes de inovação, e acelerar o processo de inovação de uma empresa. O aumento do número de operações de M&A, com relevante aumento desde 2018, se deve a um contexto macroeconômico de juros mais baixos, juntamente com a capitalização expressiva de alguns players com apetite no mercado. 

Especificamente nos últimos dois anos, tivemos alguns fatores que fizeram com que startups se tornassem mais atrativas. O primeiro é um evento atípico no mundo, a crise da Covid-19, na qual diversas empresas tiveram que acelerar uma transição tecnológica, o que impulsionou o número de aquisições do setor de tecnologia. Além disso, algumas empresas, como Linx e Locaweb, se capitalizaram e estão liderando o movimento de aquisição de startups. Esses pontos, somados ao aumento no nível de maturidade no ecossistema de startups no Brasil, faz com que seja cada vez mais comum vermos um M&A como uma rota para os empreendedores.

Aqui na ACE, acreditamos que empreendedores que vendem as suas startups têm um papel essencial no fortalecimento do ecossistema de startups. A venda de startups, e o movimento de Early Exits, alimenta um ciclo de inovação e empreendedorismo. Cases de sucesso geram diversos incentivos no meio. Do ponto de vista financeiro, empreendedores que venderam suas empresas estão mais dispostos a aportar dinheiro em outras startups, por meio de investimento anjo ou em rodadas mais avançadas, ou utilizam esse capital para fundarem outras startups, que já nascem com um aporte de capital significativo. Os founders que conseguem realizar o seu exit também têm um forte papel cultural e inspiracional em outras startups. Além disso, empreendedores seriais, ou seja, empreendedores com exits em seu track-record, tem mais estrutura e treinamento para gerar novos cases de sucesso. Da mesma forma, colaboradores dessas startups vendidas podem virar empreendedores de sucesso, tendo em vista que vivenciaram e fizeram parte do dia a dia de um case de sucesso no ecossistema.

Quando avaliamos startups, devemos sempre levar em conta que nem todas são atrativas para os fundos de VC. Por definição, um fundo vai procurar acelerar o crescimento da startup e buscar retornos agressivos, mesmo que esse objetivo esteja atrelado a uma perspectiva de longo prazo. Nem todo bom negócio possui todas as características que um Venture Capital busca para investir, sejam questões de mercado, cenário competitivo, tecnologia e até mesmo de momento de vida dos fundadores. Todos estes fatores podem fazer com que seja mais interessante buscar um Early Exit. Com o aumento de casos deste tipo em nosso ecossistema, a tendência é de que, ao longo do tempo, essa rota se torne cada vez mais procurada pelos próprios empreendedores. Como essa possibilidade ainda é pouco explorada nos principais meios de comunicação, poucas empresas veem esse caminho como uma trajetória plausível para o futuro, e podem deixar escapar boas oportunidades de mercado.

>> Early Exit ou Venture Capital <<

O grande motivador da onda de aquisição de startups nos últimos anos, é a velocidade na qual essas empresas conseguem inovar e, consequentemente, serem disruptivas no mercado. Essa velocidade de inovação imposta pelas startups, faz com que as grandes empresas do mercado, tenham que se movimentar nessa direção, assumindo a máxima “Innovate or Die”.  Dentro desse contexto, adquirir empresas novas faz com que o processo seja extremamente acelerado, permitindo com que os principais players do mercado consigam sair na frente de seus concorrentes.

Como posto acima, cada vez mais startups estão atingindo um estágio de maturação propício para a venda, ao passo que empresas interessadas em adquirir startups, vem se capitalizando, fazendo IPOs ou captando rodadas avançadas de investimento. Além disso, mercados têm sido dominados pelos “Unicórnios” (startups que atingem a avaliação superior a USD 1 bilhão), por conta de suas soluções mais tecnológicas e inovadoras, o que faz com que players mais tradicionais tenham que se atualizar num curto espaço de tempo.

Mesmo com a retomada de uma economia mais presencial, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, diversas tendências tecnológicas devem se manter no futuro. Além disso, as startups devem continuar inovando em um ritmo acelerado e, cada vez mais, se capitalizando e movimentando o mercado de aquisições. Assim, não acreditamos na redução no ritmo de aquisições de startups e a rota de Early Exit deve se tornar cada vez mais presente no ecossistema de startups. Ainda existem diversos setores da economia que ainda não tiveram uma mudança substancial em diversas décadas, e devem iniciar logo a busca por aumentar o relacionamento com startups.

Quer entender melhor o movimento de aquisições no seu setor, ou se aprofundar em todas as etapas de um M&A, acesse nosso Guia do Exit, ou entre em contato conosco!

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